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O Futuro que Queremos: vídeo sobre Desenvolvimento Sustentável

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançou o vídeo “O Futuro que Queremos” usando as vozes da estrela de futebol brasileira Marta Vieira da Silva, do ator espanhol Antonio Banderas, do ator francês Lambert Wilson e da atriz italiana Laura Morante para explicar o que é desenvolvimento sustentável.

O vídeo explica as bases do desenvolvimento sustentável, ou seja, que cada decisão política e de investimento deve levar em consideração os impactos econômico, sociais e ambientais. No mundo todo, muitas vezes governos e o setor privado tomam decisões considerando apenas os ganhos econômicos de qualquer política ou investimento, negligenciando a pobreza e a superexploração do meio ambiente.

“Para mim, atingir o desenvolvimento sustentável não é negociar os objetivos econômicos, sociais e ambientais isoladamente”, disse Helen Clark, Administradora do PNUD. “Trata-se de vê-los como objetivos interligados, que são melhor desenvolvidos em conjunto.”

Explicar o significado de desenvolvimento sustentável tem sido um desafio para muitos líderes políticos, ativistas, pesquisadores e porta-vozes. Assim, a campanha procura retratar o tema de uma maneira que todos possam entender o conceito.

O vídeo, que utiliza pintura manual e técnica “stop motion”, foi criado pelo vídeo artista italiano Virgilio Villoresi, com direção artística de Luca Cipelletti, da AR.CH.IT. O vídeo está disponível gratuitamente para todas as emissoras e está postado no YouTube, nos sites das Nações Unidas e de organizações parceiras, antes e durante a conferência Rio+20.

Fonte: PNUD Brasil

Câmara propõe que Rio+20 seja marco mundial de desenvolvimento sustentável com responsabilidade social

A Câmara dos Deputados quer que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), de maio a junho de 2012, transforme-se em um marco mundial de desenvolvimento sustentável com responsabilidade social e política. O objetivo é que os representantes dos cerca de 100 países que participarão dos debates assumam compromissos formais de estímulo à economia com garantias à preservação ambiental e da qualidade da água e do ar somados ao equilíbrio social.

Para incentivar a chamada economia verde, os parlamentares brasileiros sugerem a adoção de estímulos para os empresários, definidos por cada país. Na tentativa de assegurar o cumprimento das regras, a recomendação é para criar a Organização Mundial do Desenvolvimento Sustentável vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Uma proposta preliminar com as sugestões e recomendações foi entregue hoje (11) por integrantes da Subcomissão Especial Para Acompanhar as Atividades da Rio+20 da Câmara ao ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

O presidente da subcomissão, deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), e o relator Eduardo Azeredo (PSDB-MG), se reuniram hoje com Patriota e também com o diretor-geral do Departamento de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, embaixador André Correa do Lago. Nas conversas, eles sugeriram 20 compromissos que devem ser cobrados das autoridades que participarão da Rio+20.

“Sabemos das dificuldades existentes, mas como disse o ministro Patriota não podemos ser céticos. É necessário acreditar que há perspectivas e que se pode avançar”, disse Azeredo à Agência Brasil. Ele informou que o trabalho da subcomissão é acompanhar toda a organização e a execução da Rio+20. “A proposta apresentada hoje é preliminar e mostra que o Legislativo e o Executivo estão em sintonia.”

No texto entregue a Patriota, os deputados fazem um alerta: o futuro das negociações sobre clima dependerá dos resultados da Conferência das Partes (COP 17), que ocorrerá em Durban, na África do Sul, de 28 de novembro a 9 de dezembro. Segundo os parlamentares, é preciso defender que os compromissos sejam definidos claramente para levá-los para a Rio+20.

Para Sirkis e Azeredo, é essencial que a Rio+20 faça uma avaliação completa das principais metas alcançadas nas últimas décadas e o que deve ser prioridades nos próximos anos. Segundo eles, a pauta deve ser ampla e global, mas, sobretudo, “estimulando a reflexão sobre como todo mecanismo para erradicação da pobreza deve considerar mecanismos para a diminuição das desigualdades entre os mais ricos e os mais pobres do mundo”.

Fonte: Renata Giraldi – Repórter da Agência Brasil
Edição: Aécio Amado